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Publicação: 08/09/2007
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Também as oficinas e meios de transporte eram comunitários. A República Guarani foi o primeiro estado industrial da América Latina. Na redução de São João Baptista (atual RS) foi forjado o primeiro ferro das Missões, e temperado o aço depois utilizado na fabricação de sinos para as igrejas. Nas reduções às margens dos rios Uruguai e Paraná, havia estaleiros para a construção dos barcos de transporte. Eram inúmeros os teares, moinhos, serrarias e curtumes. Os trabalhos com ferro acabaram evoluindo para a produção de todo o tipo de armas, inclusive canhões, para serem utilizados por seus exércitos. Ainda de acordo com Lugon, havia nas reduções inúmeros profissionais, formados a partir da orientação dos padres: douradores, pintores, escultores, ourives, relojoeiros, serralheiros, carpinteiros, marceneiros, tecelões, fundidores, sapateiros, alfaiates, padeiros, açougueiros, toneleiros, torneiros, corruiros, telhadores, violeiros, fabricantes de implementos agrícolas, ceramistas etc. O historiador conta que fabricavam relógios, clarinetes, trombetas e outros instrumentos tão bem quanto os melhores da Europa e com excelente acabamento. Os trabalhos dos copistas guaranis chegaram a ser comparados aos melhores produzidos pelos monges da Idade Média, em caligrafia gótica perfeita. Em 1705 foi instalada na redução de Nossa Senhora de Loreto (atual Argentina) uma gráfica, cujo primeiro livro foi "Temporal Y Eterno", de Euzébio Nieremberg. Outras gráficas foram instaladas posteriormente nas reduções de Candelária, Santa Maria e San Javier, também na atual Argentina. Alguns trabalhos linguísticos preciosos que foram impressos nas reduções, ainda podem ser encontrados no Museu Histórico de Buenos Aires. Há informações de que na Biblioteca da Universidade de Munich (Alemanha) há um exemplar de uma obra do padre Antonio Sepp sobre o Paraguai, impressa na época. Eram impressas cartas astronômicas, tendo sido montado em San Cosme y San Damian, inclusive, um observatório; e as reduções produziram ainda um boletim meteorológico, que chegava a ser utilizado no Peru.
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