Publicação: 05/09/2008
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Os acidentes com agrotóxicos constituem um problema que extrapola as fronteiras do país. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cada ano ocorrem 3 milhões de intoxicações no planeta, ocasionando 220 mil mortes. O mais grave é que esses números são mascarados pela falta de registros. A própria OMS reconhece que para cada caso notificado devem ocorrer cerca de outros 50.
Essa foi uma questão levantada por Virgínia Dapper, que esteve na Expointer na manhã desta sexta-feira (dia 5), fazendo uma palestra seguida de debate a convite da Federação do Trabalhadores na Agricultura (Fetag). A médica do Trabalho integra o quadro técnico do Centro de Vigilância em Saúde (CEVS), vinculado à Secretaria Estadual da Saúde.
"A utilização desses insumos é bem considerável. O consumo mundial anual é de 2,5 milhões de toneladas de agrotóxicos, distribuídos entre herbicidas (39%), inseticidas (33%), fungicidas (22%) e 6% para outros produtos.
Segundo ela, no Brasil as estatísticas também pecam pela imprecisão, pois muitos acidentes de trabalho, inclusive com agrotóxicos, nem são registrados. No Rio Grande do Sul, uma das fontes confiáveis é o Centro de Informações Toxicológicas (CIT), também vinculado à secretaria de Saúde. Virgínia Dapper afirmou que no período de 1997 a 2005, 6,2% das intoxicações em geral detectadas no CIT foram provocadas por agrotóxicos.
"Quase 40% dessas intoxicações podem ser consideradas acidentes, como, por exemplo, utilizar embalagem que devia ter sido descartada, para acondicionar água ou alimentos para consumo. Outros 30,7% são intoxicações intencionais, normalmente correspondendo a suicídio ou tentativa, enquanto 28,7% são as ocupacionais, essas ligadas ao trabalho, muitas vezes por falta de equipamentos preventivos, como máscaras ou luvas.
Fiscalização
O Centro Estadual de Vigilância em Saúde prosseguiu hoje sua fiscalização volante no comércio de alimentos na Expointer. Os dados ainda não foram compilados, mas do início da feira até essa quinta-feira (dia 4), já haviam sido inspecionados 110 estabelecimentos, resultando em 57 interdições. Os problemas costumam ser solucionados em poucas horas e a atividade volta a ser liberada, desde que cumpridas as exigências dos fiscais.
Normalmente, as autuações ocorrem por falta de água e higiene, bem como por lixo exposto ou falta de rótulo ou procedência dos produtos expostos. Das apreensões, a mais importante ocorreu no início, quando o CEVS inutilizou 250 quilos de carne de um estabelecimento.
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| Fonte: |
Secretaria da Agricultura e Abastecimento |
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Fotos Adicionais
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