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Baile do Masquê, a dança de pares (travestidos)

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Publicação: 01/10/2007


 Tanto quanto a Carreira de Bois é típica do Vale do Jacuí, o Baile do Masquê é uma tradição que se cultiva principalmente na região de Santo Antônio da Patrulha, um de nossos municípios mais antigos e também onde ainda se preservam muitos dos costumes herdados dos imigrantes portugueses.
 
 — Esta tradição que imita o teatro grego, segundo referências de Barbosa Lessa e Paixão Côrtes, em "Danças e Andanças da Tradição Gaúcha" (1975), onde apenas os homens tinham participação social, vem sendo exercitada em Santo Antônio há muitos anos, realizando-se numa pista improvisada, na área fronteira à igreja ou no próprio salão paroquial — relata o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) na 8a. edição de seus cadernos gaúchos, dedicada ao "Folk Festo e Tradições Gaúchas".
 
 Os homens participantes do Baile do Masquê têm em geral 20 a 50 anos, desempenham atividade rural e geralmente são acompanhados na brincadeira por suas famílias. As roupas, como relata o IGTF, são feitas ou adaptadas pelas esposas, noivas, irmãs, namoradas e familiares. Exibem-se vestidos de mulher mas isto, na comunidade, não representa qualquer atentado ou ofensa à hombridade dos participantes e à fama de "durão" do homem gaúcho.
 
 O "Baile" transforma-se em uma grande diversão para a comunidade. Os participantes, por sua vez, têm seu momento de glória ao exibir, para o público, seus dotes como dançarinos de danças conhecidas como o Pezinho, Caranguejo e Cana-Verde, Quadrilha e Rancheiras.
 
 Não se trata, porém, de uma dança exclusiva do Rio Grande do Sul. Taunay, em seu livro "Visitantes do Brasil Colonial", relatou manifestação semelhante no Rio de Janeiro, em meados do século XVIII.


Fonte:  

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