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Você está aqui: Home > Cultura > Raízes Gaúchas > Tradições > Festas
| Festas do Divino ainda sobrevivem
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Page Views: 903
Publicação: 01/10/2007
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Por volta de 1330, como resultado de uma promessa que havia feito, a Rainha Isabel promoveu, em Portugal, grandes festas em homenagem ao Divino Espírito Santo. A tradição consolidou-se, cresceu e atravessou o Atlântico com a descoberta do Brasil, percorrendo o país de norte a sul nas regiões onde predominou a colonização portuguesa. No Rio Grande do Sul, apesar do encontro de tradições com os imigrantes italianos, alemães, poloneses e de tantas outras origens, as Festas ou Folias do Divino também se fizeram presentes em muitas regiões do Estado. Com o passar do tempo essa festa popular perdeu muito espaço, mas até recentemente ainda era encontrada com muito vigor em áreas como Criúva, no interior de Caxias do Sul, apesar de ser uma região de imigração italiana. A festa é comemorada no Domingo de Pentecostes, cinqüenta dias antes da Páscoa. — A Festa do Divino se inicia com uma série de atos religiosos nas igrejas e capelas, estendendo-se a folguedos populares, não faltando a "Fincação do Mastro" e suas personagens; preditórios, leilões de donativos, novenas, procissão etc. O nome Folia, acredita-se, teria sido primitivamente um motivo coreográfico muito remoto que acabou se incorporando aos festejos religiosos — revela uma publicação do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF), sobre as Tradições Gaúchas. A Bandeira do Divino, também conhecida por Folia do Divino, é a expressão mais conhecida das comemorações em homenagem ao Divino Espírito Santo. Em algumas regiões do país, é uma das festividades mais típicas das regiões litorâneas, enquanto no Rio Grande do Sul tem maior prevalência em outras áreas do Estado. De acordo com a tradição, a Bandeira do Divino é integrada por um grupo de homens (em alguns casos integrantes de alguma irmandade religiosa) que vai de porta em porta nas cidades ou de porteira em porteira no interior, levando à frente uma bandeira. Param em cada local, com louvações e cânticos típicos da festividade, e pedem contribuições para os festejos. — Essa bandeira, geralmente vermelha, tem ao centro uma pombinha, de asas abertas, bordada ou aplicada, significando o Divino Espírito Santo. Na extremidade superior da haste, onde está seguro o estandarte, vê-se outra pombinha, geralmente de prata ou metal — revela o IGTF. Conheça os integrantes da Bandeira do Divino: mestre, ajudante-de-mestre, contramestre, ajudante-de-contramestre, procurador e tamboreiro. Os instrumentos são a gaita, violâo, rabeca e, muitas vezes, o triângulo. Ao som desses instrumentos, o grupo canta quadrinhas decoradas. — Em uma folia se distinguem seis momentos principais: chegada à frente da casa, entrada na residência, louvação, preditório, agradecimento e despedida.
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Gostei de encontrar algo sobre Folias do Divino no RS.
Morei em Brasília, onde conheci as Folias - no DF e em Goiás. Aprendi sobre o assunto - a partir do zero. Encantei-me ao ver a religiosidade do povo expressa com tanta unção nos Pousos do Divino - na Roça e na Cidade. Já publiquei artigo sobre essa devoção popular tão querida pelo povo. A partir de lá, fiquei sabendo que a mesma tradição existe também em nosso Estado gaúcho. Estou elaborando um opúsculo sobre essas devoções populares, e isso me fez recorrer à pesquisa virtual.
Existe muita coisa linda pelo Brasil afora - escrita e, acima de tudo, vivenciada - a respeito da devoção ao Divino Espírito Santo. Pouco importa se sob o nome de Folias ou de Bandeira do Divino.
05/04/2008 - Ida Treza Ceron
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