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Porto Alegre: Muitas atrações turísticas entre o meio ambiente e a história

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Publicação: 11/09/2007
Atualização: 11/09/2007


História, ecologia e compras de artigos estrangeiros são algumas das atrações de roteiros turísticos que podem ser feitos na Zona Sul e Fronteira.
 
 Embora o Chuí seja o segundo ponto de entrada de turistas no país, a região termina sendo apenas um corredor - seja dos uruguaios e argentinos em busca das praias de Santa Catarina, ou de gaúchos em direção a Punta del Este, no Uruguai.
 
 No outro ponto do Estado, as ruínas das Missões, mesmo sendo Patrimônio da Humanidade, ainda não são tão procuradas como seria de esperar. Apesar disso se encontram, nessas áreas, algumas das maiores belezas naturais do Rio Grande e documentos importantes de sua história.
 
 Quem estiver em busca de um contato mais estreito com a natureza e quiser conhecer alguns dos mais importantes paraísos ecológicos gaúchos, pode começar se arriscando um pouco e tomando a temida Estrada do Inferno. Até Mostardas já há asfalto e, dali a Tavares, defronte à Lagoa do Peixe, um dos mais bonitos recantos do Rio Grande, são pouco mais de 30 quilômetros. A Lagoa do Peixe é parque nacional desde 1986, quando sua criação foi inspirada na necessidade de defender as aves do Hemisfério Norte que passam temporadas na região.
 
 No extremo-sul, entre Rio Grande e o Chuí, está a Estação Ecológica do Taim. Não é permitido o acesso ao seu interior, mas nas margens da BR-471, que a corta por 17 quilômetros, podem ser vistas centenas de aves à beira dos diques, capivaras com seus filhotes e muitos jacarés-de-papo-amarelo tomando sol. Mas cuidado com os animais: eles gostam de atravessar a pista e tornam-se presa fácil para os veículos em excesso de velocidade.
 
 No extremo-oeste da Fronteira, em Barra do Quaraí, há uma outra raridade ecológica pouco difundida e mais importante para os cientistas do que para o deleite visual dos turistas: trata-se da formação parque espinilho, com suas árvores baixas, muito copadas e com seus troncos retorcidos. É denominada formação parque porque as árvores parecem ter sido plantadas em linha, mas não foram.
 
 O que acontece ali é sua contínua derrubada para a alimentação de fornos e fogões, apesar de protegidas por lei. Elas são oriundas de uma fase climática mais seca e ainda pouco estudada. O parque estadual que chegou a ser criado para proteger o espinilho caducou porque o Governo do Estado não fez as indenizações devidas. Mas a área pode ser observada das margens da própria BR-472, principalmente entre os quilômetros 60 e 70, nas imediações de Barra do Quaraí, ponto de encontro do Brasil, Uruguai e Argentina.
 
 Seguindo para outro extremo da Fronteira, em sua parte norte, há em Derrubadas, no Parque Florestal Estadual do Turvo, o maior salto longitudinal do mundo, o Yucumã, com 1.800 metros de extensão. Ele se formou em uma fenda do rio Uruguai e cai do território argentino para o brasileiro. O parque também é importante pelo que representa para a defesa da fauna: lá estão os últimos exemplares da onça pintada e anta existentes no Estado. E também alguns pumas, entre outros animais ameaçados de extinção.
 
 Um roteiro histórico para os que estiverem mais interessados em conhecer o passado, pode começar ali por perto, nas Missões. Restam nos municípios de São Miguel, Entre-Ijuís e São Nicolau, apenas uma pequena - mas importante - mostra, na forma de ruínas, do que foi construído pelos índios guaranis com a supervisão dos jesuítas, no final do século XVII e início do XVIII. A ruína mais importante é a da Igreja de São Miguel, construída entre 1735 e 1745. No museu existe um importante acervo da arte missioneira da época do apogeu dos Sete Povos das Missões.
 
 A história tambem pode ser apreciada em Piratini, na Zona Sul. A cidade, ocupada a partir de 1789 por 48 casais açorianos, tem um dos melhores acervos da arquitetura açoriana no Estado e alguns prédios importantes, como o que sediou o Ministério da Guerra da República Riograndense, hoje Museu Histórico Farroupilha. Piratini sediou a capital farrapa entre novembro de 1836 e fevereiro de 1839.
 
 Outras atrações históricas da região estão pouco além do Chuí, em território uruguaio. A cinco quilômetros da fronteira há a Fortaleza de São Miguel, que começou a ser construída pelos portugueses em 1737, para apoiar a defesa da Colônia de Sacramento, defronte a Buenos Aires, no Rio da Prata. Mas poucos anos depois ela foi abandonada, quando se iniciou a construção de outra estrategicamente mais bem situada, a de Santa Tereza, a 30 quilômetros do Chuí e que se encontra no interior de um grande parte com uma boa estrutura de camping.
 
 A construção da Fortaleza de Santa Tereza começou am 1762, mas um ano depois os portugueses tiveram que tranferí-la aos espanhóis. Em seu interior há um dos três marcos do Tratado de Limites assinado em 1750 pelas duas coroas (e que, num outro ponto, nas Missões, selou o fim das reduções jesuíticas ao estabelecer que todos os índios deveriam cruzar o rio Uruguai e se transferir para território argentino).
 
 No próprio Chuí há a opção de compras de mercadorias estrangeiras, com certificado de origem e sem qualquer perigo de falsificação.
 
 Como se vê, são muitas as alternativas ao longo da vasta fronteira gaúcha, que se estende do extremo-noroeste ao extremo-sul do Estado.



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