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Porto Alegre: Uma região pobre, com muitas riquezas

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Publicação: 11/09/2007
Atualização: 11/09/2007


Na Zona Sul e nos municípios da vasta faixa de fronteira do Rio Grande do Sul há em torno de dois milhões de habitantes, pouco mais de 20% da população gaúcha numa área que se aproxima de 60% do território do Estado.
 
 Do extremo-norte, no município de Derrubadas, ao extremo-sul, em Santa Vitória do Palmar, existem especializações econômicas diferentes, mas realidades muito parecidas. Passa-se da pequena propriedade que já não permite o sustento de enormes famílias e que sobrevive com os cultivos de subsistência cada vez mais minguados (ao norte), à grande propriedade da Campanha (no Sul), onde predomina o gado e, de Jaguarão em direção ao Chuí, se destaca o arroz.
 
 Nestas áreas maiores há espaço mas, em vista das atividades ali desenvolvidas, empregam-se muito poucas pessoas. Uns poucos peões podem tocar enormes estâncias com gado, enquanto as lavouras de arroz são totalmente mecanizadas. Assim, de São Borja para o Sul, a densidade demográfica é muito baixa - certamente uma das menores de todo o Sul do país. Na Campanha, essa densidade está em torno de 10 habitantes por quilômetro quadrado, contra uma média de 35 em todo o Estado. Na parte fronteiriça do Noroeste do Estado a densidade demográfica é mais alta, mas isto não enriquece a região.
 
 A Região Sul, polarizada por grandes cidades como Pelotas, Rio Grande e Bagé, teve uma queda em sua participação no PIB estadual, desde 1939, de 30% para menos de 20%.
 
 De qualquer maneira, dessas regiões procede a maior parte da carne consumida e do arroz e da cebola comercializados pelo Estado: quase toda a pesca, quase todos os fertilizantes e a totalidade do calcário aplicado nas lavouras, bem como toda a matéria-prima destinada à produção do cimento gaúcho. Também é dali, especificamente de Pelotas, que saem quase todas as conservas de frutas e de produtos vegetais como o aspargo que ainda são produzidas no país.
 
 Entre Bagé, Pinheiro Machado e Herval, estão 35% das reservas nacionais de carvão, num volume avaliado em 12 bilhões de toneladas.
 
 Mas,apesar de tudo isso, não é só a presença no PIB que vem caindo. Nos últimos anos a participação dessa vasta área na produção industrial do Estado também vem declinando.


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