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Publicação: 08/09/2007
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O peixe-rei, jundiá, viola, um tipo de tainha que somente ocorre na lagoa Mangueira, que chega a ter quinze quilos; e a traíra, que chega a cinco e seis quilos (um peso excepcional para um peixe como esse), são os principais peixes do Taim. Como é uma região sem nascentes de águas (as águas das chuvas são escoadas para as lagoas através dos banhados e canais das fazendas), na época da piracema alguns tipos de peixes como o curimatá, branca ou tambico (carnívoro e que come os demais), lambaris e algumas traíras, sobem os canais por onde a água das chuvas ou das lavouras de arroz é escoada para as lagoas, e terminam morrendo nos campos, onde os banhados acabam. Por algumas vezes tentou-se colocar esses peixes em sacos, devolvendo-os às lagoas, mas o resgate foi inútil, porque o processo era repetido. A seleção natural, nesses casos, tem como instrumento o próprio instinto que procura assegurar a sobrevivência da espécie; esses peixes fazem a piracema, subindo a correnteza até as nascentes, para exercitar-se, procurando amadurecer a ova antes de seu lançamento nas águas, para o nascimento dos alevinos. Como não existem nascentes, eles ficam presos nos banhados rasos, como se estes fossem uma rede. Somente alguns conseguem voltar, e outros procriam nas próprias lagoas, o que garante a grande piscosidade de suas águas.
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